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Tudo sobre Whey Protein

Muita gente que pratica atividade física opta por tomar suplementos, o que pode ser sim uma boa estratégia para ganho de massa na impossibilidade de consumir comida de verdade ou em algumas outras situações específicas,  porém sempre com orientação de um nutricionista, pois cada pessoa tem necessidades diferentes, principalmente de quantidade de ingestão.

Diversas pessoas tomam suplemento porque acreditam que quanto mais proteína, mais músculos, mas isso não é verdade e essa conta não bate. Nosso organismo tem um limite máximo de absorção de proteína por porção e, sem não for bem orientada, você pode estar mesmo é jogando dinheiro literalmente fora, via necessidades fisiológicas. Já pensou nisso?

No caso de quem toma suplementos, o mais famoso deles é a Whey Protein, que é muuuuito consumida. “Whey Protein” significa proteína do soro do leite e vem do leite de vaca. Ela é uma proteína de alto valor biológico, ou seja, contém todos os aminoácidos essenciais, e normalmente é utilizado com o principal objetivo de auxiliar ganho de massa muscular.  Porém,  existem particularidades de cada tipo dessa proteína, e é sobre isso que vamos falar!

imagem: Google

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Bom, vamos começar com a WHEY PROTEIN CONCENTRADA (WPC): essa é mais comumente encontrada nas dietas de praticantes de exercício físico e também a mais em conta do ponto de vista financeiro. Ela passa por um processo mínimo de processamento, o que garante o menor preço e mantém na sua composição , além da proteína (que está intacta), carboidrato (lactose) e gordura,  sendo contra-indicada para quem tem alergia à proteína do leite de vaca (APLV) e intolerância à lactose.

 O segundo tipo, a  WHEY PROTEIN ISOLADA (WPI), tem apenas a proteína, ou seja, retira-se a gordura e o carboidrato,  e pode ser consumida por pessoas com intolerância à lactose, além de ter a absorção mais rápida do que o concentrado. Quanto ao processo de fabricação, esse tem dois tipos, que é o “ion-change” (por troca iônica) e microfiltrado a frio.  Nesse caso, o investimento é intermediário, acima da whey concentrada e abaixo da hidrolisada, que vamos falar a seguir.

E aqui está a meninas dos olhos de quem quer tomar ou toma a proteína, a WHEY PROTEIN HIDROLISADA (WPH). Nesse caso, as proteínas são extensamente quebradas e existem praticamente aminoácidos livres, prontos para a absorção (que será mais rápida do que nos dois primeiros), o que chamamos de aminoácidos pré-digeridos. Dessa forma, pessoas com alergia à proteína do leite de vaca (APLV)  e intolerância à lactose também podem consumir sem problemas, pois além da quebra das proteínas, também há a retirada da gordura e do carboidrato (lactose) quando é 100% hidrolisado. A alta tecnologia do processo de produção também faz com que o investimento na hora da compra seja altíssimo, portanto, sempre indica-se avaliar bem a necessidade.

No final das contas, todos os tipos de Wheys terão a mesma função de estimular síntese de massa muscular, porém com algumas diferenças de composição, como vimos. Aí vem a famosa discussão: qual é o melhor? Na verdade, o melhor mesmo é comer comida sempre que possível, pois a proteína em pó fará as vezes do seu ovo, carne, frango… Mas se no seu caso a Whey está na dieta e é necessária, vale analisar algumas coisinhas.

Estudos demonstram que a velocidade de absorção entre as Wheys não é tããããão diferente assim, a ponto de influenciar positiva ou negativamente sua função no organismo, principalmente dependendo do seu objetivo. A questão é que, se você não for um atleta, para quem cada recurso ergogênico (falamos sobre isso lá no Instagram!) faz toda a diferença na performance, como cada minuto para a absorção do que se ingere, não há de fato a necessidade de investir um valor bem mais alto se não houver particularidades específicas. Como eu disse, para um atleta, cada minuto é uma chance entre ganhar ou perder, e é isso em que se foca. Dessa forma, o tipo de Whey pode ser importante para o desempenho.

Além de atletas, outras situações que valem a pena buscar versões mais sofisticadas são  intolerância à lactose e proteína do leite de vaca. E, mesmo nesses casos, já existem no mercado outras opções, como proteína de ervilha ou de arroz, que são de origem vegetal e livres de proteína do leite de vaca e lactose.

Se você é um praticante de exercício físico que busca apenas saúde e qualidade de vida, pense um pouco a respeito. Essas são algumas apenas algumas dicas em relação à qualidade x investimento, porém sempre digo:  o “melhor” é aquilo que funciona pra você, cabe na sua rotina e realidade, e a pessoa certa pra te ajudar a definir isso é um nutricionista!  

 

 

 

Beijos!

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Category : Alimentação, Saúde
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