Jejum intermitente

 

 

Jejum faz mal? De forma simples e prática, jejuar é o ato de não se alimentar. Quando não se está comendo, se está em jejum. Se pensarmos dessa forma, percebemos o quão natural é para nós não comer o tempo todo, diferente do que fomos condicionados a fazer. Quando dormimos, estamos em jejum, por exemplo, e todos os dias acordamos prontos para mais uma jornada.

Se há poucos anos a regra primordial da boa alimentação era comer de 3 em 3h para emagrecer ou manter-se saudável, hoje a ciência demonstra jejum como  uma estratégia eficaz – e fisiológica – de buscar saúde.

Porém, é importante saber: jejum NÃO é um tipo de dieta, e sim uma estratégia pontual programada, que pode ser benéfica se bem utilizada e orientada.

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Ao analisarmos criticamente, nossa espécie existe há milhões de anos. Não existia, de forma alguma, mecanismos para alimentar-se a cada 3h, e mesmo assim, milhões de anos depois, ainda estamos todos aqui. Como isso é possível? O corpo humano foi “desenvolvido” para poupar e utilizar sua própria energia, podendo passar períodos sem se alimentar e mesmo assim continuar desempenhando todas as suas funções normalmente.

Basta pensar: seus avós faziam quantas refeições por dia? Duas, três? O jejum é uma prática ancestral e acessível, e existem vários protocolos diferentes. Durante o período de jejum programado, pode-se ingerir água, café e chás (sem adoçar).

Estudos científicos (algumas referências ao final) corroboram cada vez mais a prática e associam seus benefícios ao tratamento da obesidade, melhora da saúde cardiovascular, melhora da composição corporal, controle da insulina, diminuição da inflamação, além de estar associada a autoconhecimento e maior concentração e foco.

E exercício em jejum, pode? Depende do seu objetivo! De forma simplificada, se for para emagrecer, pode ser uma estratégia. O que acontecerá é uma adaptação do seu corpo, que passará a utilizar a gordura acumulada como fonte preferencial de energia, pois as reservas de carboidratos estão baixas. O processo de adaptação levará um tempo para acontecer e, quando associado a uma menor ingestão de carboidratos na rotina alimentar, pode trazer excelentes resultados.

 

 

Outro ponto positivo do jejum é que passamos a perceber o quanto normalmente exageramos na comida. Com uma alimentação mais “low carb” a fome naturalmente diminui, e então aprendemos quando realmente estamos famintos e quando é apenas vontade de comer, o que acaba nos levando a círculo vicioso do desejo, e não da necessidade, ocasionando o ganho de peso e muitas outras complicações de saúde.

E o metabolismo, não vai ficar lento? Também não! Estudos demonstram até mesmo um aumento, diferente do que normalmente pensamos.

Para saber se essa estratégia se aplica a você, procure sempre a ajuda de um nutricionista, pois ele saberá te orientar de acordo com as suas necessidades e individualidades.

 

Para pesquisar:

1) Intermittent energy restriction and weight loss: a systematic review. (2015)
2) Health effects of intermittent fasting: hormesis or harm? A systematic review. (2015)
3) Effects of intermittent fasting on body composition and clinical health markers in humans. (2015)
4) The effects of intermittent or continuous energy restriction on weight loss and metabolic disease risk markers: a randomized trial in young overweight women. (2011)
 
5)  Alternate-day fasting in nonobese subjects: effects on body weight, body composition, and energy metabolism. (2005)
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Category : Alimentação, Saúde
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