Estrias2

Falando em estrias…

Estrias… Esse é um assunto que vira e mexe alguém pede lá no blog! Um probleminha que a maioria de nós mulheres tem, né? E alguns homens também, viu?

Como muitas meninas, tenho estrias no corpo, e por isso comecei um tratamento novo com a minha dermatologista, a Dra. Celina Frota (maravilhosa!) para reduzi-las.

Esse mês comecei a fazer o laser de CO2 no local, o mesmo que já faço para algumas cicatrizes que tenho, e posso dizer que já na primeira sessão senti muita diferença!

Gostei tanto que pedi para a Dra. Celina explicar um pouco mais para a gente aqui no blog! Olha só o que ela disse:

imagem: olenkaclinica.com.br

imagem: olenkaclinica.com.br

“As estrias são cicatrizes atróficas que se formam quando há destruição de fibras elásticas e colágenas na pele. Formam-se, normalmente, quando há aumento do volume corpóreo por causa de gravidez, aumento de peso, colocação de prótese mamária, uso de anabolizantes, ou por fatores hormonais como o uso de estrógeno e hormônios adrenocorticais. O uso prolongado de tratamentos com corticoides também podem desencadear estrias, e fatores genéticos também podem estar envolvidos.

Formam-se, então, as linhas atróficas na pele devido à diminuição da espessura da derme e epiderme. Essas linhas, quando são recentes, são de cor rósea ou púrpura; as antigas ficam esbranquiçadas.

Em mulheres, é mais comum encontrar estrias nos flancos, coxas, glúteos, abdômen e seios. Acontece muito quando a mulher entra na puberdade, cresce muito rápido, ou ganha peso em um curto espaço de tempo. Outra causa comum, hoje, é o aparecimento após a colocação de próteses de silicone, por causa da distensão dos tecidos de forma abrupta.

Já em homens, é mais comum nos ombros, braços e costas, e os que se submetem a musculação excessiva ou abusam de anabolizantes são os mais propensos.

As estrias avermelhadas são recentes, podem apresentar discreta coceira e são acompanhadas por um processo inflamatório local; já as brancas, são mais antigas e já ocorreu uma atrofia mais intensa das fibras colágenas e elásticas.

A eficácia do tratamento irá depender da fase da estria, o local em que ela se encontra e sua espessura. É importante lembrar que não há cura total, mas há significativa melhora em sua aparência. A genética do paciente, a raça, a idade e a produção de colágeno individual são fatores que também influenciam no sucesso do tratamento.

Além disso, quanto mais cedo iniciar-se o tratamento, maiores as chances de que os resultados sejam positivos. Há vários tipos de tratamento, desde cremes tópicos e aplicação de ácidos, a lasers e peelings. O dermatologista é o profissional mais indicado para diagnosticar e prescrever os tratamentos . Veja alguns dos procedimentos mais indicados:

  1. Ácido retinóico: pode ser usado em casa e o paciente usa o ácido para estimular a produção de colágeno. É importante manter a pele sempre hidratada.

  2. Laser ablativo e fracionado: é uma excelente opção de tratamento, tem um dano térmico controlado e requer poucas sessões. Esse método é eficaz em estrias antigas. Uma desvantagem do tratamento é o desconforto na hora das aplicações. Um exemplo desse laser é o laser de CO2;

  3. Laser não-ablativo: tem ponteiras precisas que não machucam a epiderme, portanto, podem ser realizados em qualquer tipo de pele e época do ano, mas demandam um maior numero de sessões e esse procedimento pode ser seguido da aplicação de peeling de ácido retinoico.

  4. Dye Pump laser: É um laser vascular que pode ser usado para tratar as estrias recentes (novas) que estão acompanhadas de processo inflamatório..

A melhor prevenção é manter o peso constante, evitar o uso prolongado de corticóides tópicos ou sistêmicos e evitar o uso de anabolizantes.

Também é importante manter a hidratação adequada da pele com o uso de cremes a base de uréia, lactato de amônio, óleo de semente de uva e amêndoas, rosa mosqueta e ácido hialurônico.” 

Celina Frota

Dermatologista

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Category : Beleza
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